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Posted by : Unknown quinta-feira, 26 de março de 2015


Popularmente conhecidos como luas, são corpos celestes presos ao campo gravitacional de algum planeta. Os satélites naturais orbitam os planetas ao mesmo tempo em que os planetas orbitam uma estrela.
Grande parte dos planetas do nosso sistema solar possuem um satélite natural. A Terra possui a Lua, por exemplo.
Se a Lua sumisse, por exemplo, não haveria o movimento dos mares no planeta. O que além de mudar drasticamente o clima na terra causaria a extinção de muitas espécies marinhas afetando todo o nosso ecossistema terrestre; a Terra já teria alterado sua inclinação em uns 85 graus, tornando o nosso planeta inabitável, não existiriam as quatro estações.
Alguns satélites da nossa galáxia merecem destaque. Veja um pouco mais sobre as principais luas dos planetas: 

Ganímedes (Júpiter): 
Ganimedes é a maior lua de Júpiter e é a maior em nosso sistema solar, com um diâmetro de 5.262 km (3.280 miles). Se Ganimedes orbitasse o Sol no lugar de Júpiter, poderia ser classificado como um planeta.
Alvo de estudos recentes, descobriu-se que o satélite possui um oceano por baixo de uma crosta superficial de gelo, elevando a probabilidade da presença de vida, inclusive.
Assim como a Terra, Ganímedes possui um núcleo de ferro fundido que gera um campo magnético, embora o campo magnético de Ganímedes seja amalgamado ao campo magnético de Júpiter. Isso dá origem a uma interessante dinâmica visual, com a formação de duas faixas de auroras brilhantes nos pólos norte e sul de Ganímedes.
O campo magnético de Júpiter se altera com sua rotação, agitando as auroras de Ganímedes. Cientistas mediram tais movimentos e descobriram que os efeitos visuais se mostravam mais restritos do que deveriam.
Usando modelos gerados por computador, eles chegaram à conclusão de que um oceano salgado, capaz, portanto, de conduzir eletricidade, abaixo da superfície do satélite se contrapunha à atração magnética de Júpiter.
Ganímedes faz parte de uma crescente lista de satélites localizados nas partes mais afastadas do sistema solar que possuem uma camada de água abaixo da superfície. 
Europa (Júpiter): 
Europa é uma das quatro luas do planeta Júpiter conhecidas como luas de Galileu (quatro luas enormes e exóticas com o tamanho de planetas).
Em determinados pontos da superfície, a camada gelada quebra-se por vezes e pode haver assim transferência de nutrientes para o interior da lua, onde existe um imenso oceano de água líquida salgada e com oxigênio.
Europa, juntamente com o planeta Marte, são os astros de melhores condições climáticas extraterrestres no Sistema Solar, podendo abrigar vida.

Titã (Saturno): 
Principal satélite natural de Saturno, a lua Titã, sempre foi rodeada de mistérios. 
É o segundo maior satélite natural de todo o sistema solar, sendo maior do que o tamanho da nossa Lua (diâmetro 50% maior), porém detentor de uma atmosfera mais densa do que a da própria Terra. E, por enquanto, é uma das poucas estruturas espaciais que possui evidências claras de corpos líquidos pela superfície. Suposições preveem que existem vulcões gelados e ciclos intermináveis de chuvas em Titã, sendo que hoje já sabemos que esse satélite possui um oceano.
O oceano é como se fosse uma salmoura misturada com sais dissolvidos provavelmente de enxofre, sódio e potássio. A densidade indicada, segundo as pesquisas, faz do oceano de Titã muito mais salgado do que o Mar Morto, que já é dez vezes superior ao grau de sal encontrado nos oceanos da Terra.

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